Geografias do saber, Geografias da ignorância Saltando escalas no Sudeste Asiático

Open Access
Authors
Publication date 2021
Journal Terra Brasilis
Volume | Issue number 15
Pages (from-to) 1-29
Organisations
  • Faculty of Social and Behavioural Sciences (FMG) - Amsterdam Institute for Social Science Research (AISSR)
Abstract
‘Area studies’ use a geographical metaphor to visualise and naturalise particular social spaces as well as a particular scale of analysis. They produce specific geographies of knowing but also create geographies of ignorance. Taking Southeast Asia as an example, in this paper I explore how areas are imagined and how area knowledge is structured to construct area ‘heartlands’ as well as area ‘borderlands’. This is illustrated by considering a large region of Asia (here named Zomia) that did not make it as a world area in the area dispensation after World War 2 because it lacked strong centres of state formation, was politically ambiguous, and did not command sufficient scholarly clout. As Zomia was quartered and rendered peripheral by the emergence of strong communities of area specialists of East, Southeast, South, and Central Asia, the production of knowledge about it slowed down. I suggest that we need to examine more closely the academic politics of scale that create and sustain area studies, at a time when the spatialisation of social theory enters a new, uncharted terrain. The heuristic impulse behind imagining areas, and the high-quality, contextualised knowledge that area studies produce, may be harnessed to imagine other spatial configurations, such as `crosscutting’ areas, the worldwide honeycomb of borderlands, or the process geographies of transnational flows. Scholars of all conventional areas can be involved in this project to `jump scale’ and to develop new concepts of regional space.

Resumos:
Os ‘estudos de área’ (area studies) usam uma metáfora geográfica para visualizar e naturalizar espaços sociais particulares, bem como uma escala particular de análise. Eles produzem geografias específicas de conhecimento, mas também criam geografias de ignorância. Tomando o Sudeste Asiático como exemplo, neste artigo eu exploro como as áreas são imaginadas e como o conhecimento de área é estruturado para construir ‘zonas centrais’ (heartlands) e ‘zonas de fronteira’ (borderlands). Isto é ilustrado considerando-se uma grande região da Ásia (aqui denominada Zomia) que não se tornou uma área mundial na repartição das áreas após a Segunda Guerra Mundial, porque carecia de fortes centros de formação estatal, era politicamente ambígua e não impôs suficiente influência acadêmica. Como Zomia foi esquartejada e tornada periférica pelo surgimento de sólidas comunidades de especialistas de áreas do Leste, Sudeste, Sul e Centro Asiático, a produção de conhecimento sobre ela diminuiu. Sugiro que precisamos examinar mais de perto as políticas acadêmicas de escala que criam e sustentam os estudos de área, em um momento em que a espacialização da teoria social entra em um novo e inexplorado terreno. O impulso heurístico por trás das áreas imaginadas e o conhecimento contextualizado, de alta qualidade, que os estudos da área produzem podem ser aproveitados para imaginar outras configurações espaciais, como áreas de ‘cortes transversais’, o favo de mel mundial das zonas de fronteiras, ou as geografias do processo de fluxos transnacionais. Estudiosos de todas as áreas convencionais podem estar envolvidos neste projeto para ‘saltar escala’ e desenvolver novos conceitos de espaço regional.
Document type Article
Note Translation of: W. van Schendel (2002) Geographies of knowing, geographies of ignorance: jumping scale in Southeast Asia, In: Environment and Planning D - Society & Space. 20, 6, p. 647-668.
Language Portuguese
Related publication Geographies of knowing, geographies of ignorance: jumping scale in Southeast Asia
Published at https://doi.org/10.4000/terrabrasilis.8338
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terrabrasilis-8338 (2 (Final published version)
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